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Kelvin de ‘Terra e Paixão’, Diego Martins volta a encarnar drag queen em feat com Reddy Allor

Quando conheceu Diego Martins nas gravações do reality Queen Stars Brasil (HBO), a cantora Reddy Allor teve um certo receio de se aproximar. “Já tinha visto ele em outros realities e pensei: ‘Super estrela, não vai nem olhar na cara de ninguém'”, confessou, em entrevista à reportagem.

Depois do estranhamento inicial, a convivência nas gravações e fora delas se tornou a base para a construção de uma grande amizade entre Reddy e Diego. “Faço das palavras da Reddy as minhas. Quando a vi pela primeira vez pensei: ‘É uma das drags mais bonitas que eu já vi na vida’. Parecia uma princesa gótica louca”, elogia.

A admiração mútua entre a dupla se desdobrou em parceria profissional. Ainda no reality, formaram o trio Pitayas, com Leyllah Diva Black. Depois, cada uma partiu para sua carreira solo.

[Veja vídeo]

Reddy, que acaba de assinar contrato com a Som Livre, convidou Diego para o dueto de “Laço”, uma proposta “meio feat entre Melody e Ana Castela”, brinca. No clipe, que estreou na última sexta-feira (12), as duas são sequestradas por uma gangue de caubóis.

A ideia de convidar Diego para o feat veio a calhar com o personagem Kelvinho, de “Terra e Paixão” (Globo). “Ele já estava mergulhado nesse universo agro” diz Reddy.

Em sua estreia em novelas, Diego, 26, afirma que realizou um sonho. Na trama, que chega ao fim nesta sexta-feira (19), Kelvinho vive um romance gay com o caubói Ramiro (Amaury Lorenzo).

“Foi o maior trabalho da minha vida, tive oportunidade de mostrar o que faço de melhor e dei ‘check’ em toda a grade da Globo. Quantas vezes treinei dar entrevistas e de repente eu estava lá. E a representatividade que esse trabalho tem, de entrar na casa de milhões de brasileiros, isso tem um valor muito grande”, comemora.

QUEERNEJO

Reddy Allor, 25, cresceu em Olímpia, no interior paulista, cercada de referências como Chitãozinho e Xororó, Christian e Ralf e Milionário e José Rico, e mais tarde, Marília Mendonça e as divas do chamado feminejo. Na infância, chegou a formar dupla com o irmão e se apresentava nas festas de família.

“Aprendi a cantar da mesma forma que aprendi a andar e a falar. No interior de São Paulo você sai na rua e é impossível não ouvir sertanejo a cada dois minutos”, conta ela, que hoje mora em São José do Rio Preto, no oeste paulista.

Apaixonada pelo gênero que formou sua base como artista, Reddy pretende levar evolução para o meio country, ainda muito dominado pela cultura do conservadorismo e do masculino.

“O sertanejo é um gênero que reflete a nossa sociedade, que ainda é muito machista e conservadora – vivemos numa bolha, infelizmente. Eu amo sertanejo e tem muita gente com quem faria feat, mas obviamente não cantaria com pessoas que vão contra o que eu penso”, diz.

“O ser político caminha junto com o ser artístico”, defende Reddy, que se considera uma desbravadora da vertente queernejo. “O feminejo foi uma ruptura muito grande e o queernejo é mais uma veia que está nascendo”, diz.

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