O discurso de que o enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil” não seria uma campanha política, mas uma homenagem a uma figura pública, predominava entre os integrantes da Acadêmicos de Niterói antes do ensaio técnico na Sapucaí, nesta sexta-feira (6). A chegada da primeira-dama Janja, no entanto, mudou o clima na avenida.
Apesar da orientação da diretoria da escola para evitar o uso de máscaras, bótons e bandanas, diversos componentes exibiram acessórios com referências políticas. O “L” de Lula também apareceu entre os desfilantes.
Para o ator Paulo Betti, que confirmou participação no desfile oficial no domingo (15), a discussão não faz sentido. “Isso é uma bobagem. Atuar, viver e desfilar são formas de política. O homem é um ser político”, afirmou.
Chico Diaz também defendeu o enredo e destacou a trajetória do presidente. “A história desse homem é de superação, de luta. Precisa ser contada em uma festa popular como o Carnaval”, disse.
Acompanhada de amigos como Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, e Renê Silva, fundador e editor-chefe do jornal Voz das Comunidades, Janja sambou e cantou o samba da escola. Ela não concedeu entrevistas, mas cumprimentou integrantes e acompanhou boa parte do ensaio no setor 4. No fim, integrou a ala dos Amigos do Lula ao lado de artistas como Julia Lemmertz, Antônio Pitanga, Ernesto Piccolo, Nando Cunha e Dadá Coelho.



