O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião emergencial com ministros nesta quarta-feira (9) para discutir a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aumentar de 10% para 50% as tarifas sobre produtos importados do Brasil.
Participam do encontro no Palácio do Planalto os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além do vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.
O anúncio do novo pacote tarifário foi feito por Trump por meio de uma carta enviada diretamente a Lula. No documento, o presidente americano faz menções ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e critica o tratamento dado ao Brasil pela atual gestão petista. Segundo ele, as novas tarifas passam a valer a partir de 1º de agosto.
A carta também traz ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e acusa o governo brasileiro de compactuar com “ordens secretas e ilegais” contra plataformas de mídia nos EUA, o que, segundo Trump, configuraria violação à liberdade de expressão de cidadãos americanos.
Reação do governo brasileiro
Após o anúncio, o vice-presidente Alckmin classificou a medida como “injusta e prejudicial” tanto ao Brasil quanto à economia americana. “Não há nenhuma razão técnica para esse aumento tarifário em relação ao Brasil”, afirmou.
Já o ministro Márcio Macêdo (Secretaria-Geral), em entrevista ao portal Metrópoles, classificou a decisão como parte de uma estratégia da extrema-direita. “É um método baseado no caos. A gente não sabe se ele fala a verdade ou se vai voltar atrás, como já fez com a China”, disse.
Mais cedo, Trump já havia sinalizado a possibilidade de impor tarifas adicionais a países do Brics. “O Brasil, por exemplo, não tem sido bom para nós, nada bom”, afirmou. “Vamos divulgar um dado sobre o Brasil, acredito, no final desta tarde ou amanhã de manhã.”
Na terça-feira (8), ele acusou os Brics de conspirarem contra o dólar e justificou uma nova rodada de sobretaxas como resposta. A alíquota de 50% representa um salto significativo em relação aos 10% impostos em abril deste ano.
Após a reunião, o governo decidirá se fará um pronunciamento público ou divulgará nota oficial sobre o tema.
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