Nesta segunda-feira (28), o Brasil foi oficialmente retirado do Mapa da Fome, conforme aponta o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o levantamento, menos de 2,5% da população brasileira está em situação de subnutrição, índice que retira o país da categoria de insegurança alimentar grave.
O relatório é elaborado pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), agência especializada em monitorar o acesso global à alimentação adequada. O anúncio foi feito durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, realizada em Adis Abeba, capital da Etiópia.
Saída é baseada em novos dados
A ONU havia recolocado o Brasil no Mapa da Fome com base em dados do período de 2018 a 2020, apontando um retrocesso nos indicadores de segurança alimentar. Agora, com a média dos dados coletados entre 2022 e 2024, o novo relatório confirma a recuperação dos índices e a superação do patamar mínimo estabelecido — menos de 2,5% da população com consumo alimentar insuficiente.
Pela definição da ONU, uma pessoa é considerada desnutrida quando, de forma habitual, consome menos calorias e nutrientes do que o necessário para manter uma vida ativa e saudável.
Lula celebra conquista
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o resultado nas redes sociais.
“Minhas amigas e meus amigos. É com grande orgulho e imensa alegria que informo: o Brasil está fora do Mapa da Fome, mais uma vez. […] Uma conquista histórica que mostra que, com políticas públicas sérias e compromisso com o povo, é possível combater a fome e construir um país mais justo e solidário”, afirmou o presidente.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, também destacou o cumprimento antecipado de uma das principais metas do governo:
“Sair do Mapa da Fome era o objetivo primeiro do presidente Lula ao iniciar o seu mandato em janeiro de 2023. A meta era fazer isso até o fim de 2026. Mostramos que, com o Plano Brasil Sem Fome, muito trabalho duro e políticas públicas robustas, foi possível alcançar esse objetivo em apenas dois anos”, afirmou.
“Não há soberania sem justiça alimentar. E não há justiça social sem democracia”, completou.
Políticas públicas e ações sociais
A nova saída do Brasil do Mapa da Fome é atribuída a um conjunto de ações do governo federal que priorizaram o combate à pobreza, a geração de emprego e renda, o fortalecimento da agricultura familiar, o investimento na alimentação escolar e a ampliação do acesso à alimentação saudável.
Esta é a segunda vez que o país sai dessa condição sob a liderança de Lula. A primeira ocorreu em 2014, após uma década de políticas públicas voltadas à segurança alimentar. Contudo, a partir de 2018, com o enfraquecimento de programas sociais, o Brasil voltou a figurar no mapa da ONU.
Segundo os dados mais recentes da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), aplicados em pesquisas do IBGE, cerca de 24 milhões de pessoas saíram da insegurança alimentar grave até o fim de 2023.
📲 Não deixe de seguir o @midiafestof para ficar por dentro de tudo que acontece na Bahia, no Brasil e no mundo! 🌍



