O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na frente das intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026 e venceria em todos os cenários de segundo turno testados pela pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (9). Em seis simulações diferentes de confronto direto, Lula vence todos os adversários e apresenta vantagem consolidada sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No primeiro turno, Lula tem 36,2% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro com 29,7%. Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro, com 9,6%. Em um cenário sem Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece como segundo colocado, com 17,1%, enquanto Lula mantém a liderança, com 35,8%.
Na pesquisa espontânea — quando o nome do candidato não é apresentado ao entrevistado — Lula também lidera, com 27,5%, seguido por Bolsonaro (21,1%) e Tarcísio (2,2%).
Segundo turno: Lula à frente de todos
O levantamento mostra que Lula venceria em todas as seis simulações de segundo turno:
Lula 45,7% x 37,7% Bolsonaro
Lula 43,9% x 37,6% Tarcísio de Freitas
Lula 45% x 30,7% Romeu Zema (Novo)
Lula 43,4% x 36,7% Ratinho Junior (PSD)
Lula 44,8% x 30,4% Ronaldo Caiado (União)
Lula 39,4% x 36% Ciro Gomes (empate técnico)
Esta é a primeira vez que Lula ultrapassa Bolsonaro em todos os cenários, inclusive na rejeição: 58% dizem que não votariam no ex-presidente de jeito nenhum, enquanto 50% rejeitam Lula. Tarcísio tem 47% de rejeição. Na rejeição espontânea, Lula (40,2%) e Bolsonaro (40,1%) estão tecnicamente empatados.
Avaliação do governo
A avaliação positiva do governo Lula subiu de 29% em junho para 31% em setembro, enquanto a negativa se manteve em 40%. A aprovação pessoal do presidente também cresceu: passou de 41% para 44%, enquanto a desaprovação caiu de 53% para 49,3%.
O perfil mais favorável a Lula é composto por mulheres, pessoas mais velhas, de baixa renda e católicos.
A pesquisa revela que a tendência de avaliação negativa em momentos similares do mandato também atingiu os ex-presidentes Jair Bolsonaro e Michel Temer, segundo séries históricas do instituto.
Julgamento de Bolsonaro e o 8 de Janeiro
A pesquisa também investigou a percepção sobre os atos golpistas de 8 de janeiro e o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. Para 36% dos entrevistados, o episódio foi uma tentativa de golpe de Estado. Outros 29,5% o consideram um protesto que saiu do controle, e 20% acreditam que foram atos isolados de vandalismo.
Sobre o julgamento de Bolsonaro, que será retomado nesta terça-feira (10), 38,2% acham que ele será condenado e que essa seria a decisão correta. Outros 19,4% acreditam que ele será condenado injustamente. Apenas 17,5% avaliam que Bolsonaro será absolvido de forma justa, enquanto 11,4% dizem que ele pode ser absolvido injustamente.
No total, 58% acham que Bolsonaro será condenado, contra 29% que preveem absolvição. Quando perguntados sobre a pena, 32,2% defendem prisão domiciliar e 31%, regime fechado em penitenciária.
A possível condenação do ex-presidente, segundo 39,4% dos entrevistados, deve aumentar ainda mais a polarização política no país.
Metodologia
A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas entre os dias 3 e 6 de setembro, em 140 municípios de todos os estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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