Bruno Fagundes, 37, usou as redes sociais para criticar a escalação de influenciadores no lugar de atores em produções de dramaturgia. Ele usou como exemplo o caso de Juliano Floss, 22, na novela “Paraíso Perdido”, que a Globo prepara para o serviço de streaming Globoplay.
O filho de Antonio Fagundes fez referência a uma recente entrevista de Sérgio Goldenberg, um dos autores da trama, que defendeu a presença do ex-BBB na trama, onde ele contracenará com nomes como Alexandre Nero e Georgette Fadel.
“Olha, eu acho que o mercado hoje em dia funciona assim, né? E há muitos anos!”, disse o roteirista quando questionado pela colunista Fábia Oliveira. “O [diretor italiano Roberto] Rossellini fez filmes nos anos 1950 com não atores, né?”
Ele também falou sobre como foi definida a escalação de Floss. “É um grupo que vê e que, enfim, conversa sobre o teste”, afirmou. “E ele foi muito bem desde o início. Ele realmente tem um carisma, tem um… Acho que a química dele com o personagem foi muito imediata assim.”
Bruno falou sobre como é frustrante para quem estudou e se especializou ver coisas assim acontecendo. “Mais um dia de: atores perdendo oportunidades para influs”, escreveu no Instagram. “Vejam, não é a escalação que incomoda, isso sempre existiu na profissão. O sistema de celebridade faz a roda do mercado girar. Fato!”
“Mas também já foi provado que número não garante sucesso, carisma não segura cena, não basta para trazer verdade ao texto (Nelson Rodrigues ainda)”, destacou. “É preciso estrada e técnica para trazer camada, diferentes níveis de entendimento etc.”
“Espero, de coração, que tenham visto tudo isso no rapaz e acho possível que um ‘não ator’ ou um ator inexperiente entregue tudo isso. Já vimos acontecer”, lembrou. “Agora, não deixa de ser frustrante ver o critério navegando abaixo do que tanto profissional pode oferecer -com estrada, estudo e especialização.”



