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Helicóptero que levava cantor Rick voava em espaço aéreo não controlado, diz FAB

O helicóptero que caiu na última semana e matou cinco pessoas em Santa Catarina, entre elas o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, realizava o voo em espaço aéreo não controlado, segundo informações divulgadas pela Força Aérea Brasileira (FAB). Nesse tipo de espaço, não há exigência de contato com órgãos de controle de tráfego aéreo.

O Bell 430, de prefixo PP-MGR, decolou às 10h30 do dia 22, do Aeródromo Costa Esmeralda (SDEN), em Porto Belo, com destino ao heliponto Metropolitan Criciúma. O pouso estava previsto para as 11h24.

A aeronave foi localizada no segundo dia de buscas, em uma área de difícil acesso na região de Santa Bárbara, em Urubici, na Serra Catarinense. Segundo a tenente-coronel Heloísa Helena Battisti, comandante do 5º Batalhão de Bombeiros Militar, as equipes precisaram deixar as viaturas e caminhar por cerca de três horas até chegar aos destroços.

Apesar de o voo ocorrer em espaço aéreo não controlado, as informações sobre o trajeto foram repassadas ao Serviço de Informação de Voo Curitiba, subordinado ao Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II).

O serviço tem a função de fornecer informações e alertas relevantes para a segurança dos voos, mas não exerce o mesmo tipo de controle aplicável ao espaço aéreo controlado.

A FAB não informou, até o momento, se a condição do espaço aéreo teve qualquer relação com a queda. As circunstâncias e as possíveis causas do acidente são investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Além de Rick, morreram no acidente o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nóbrega Araújo e o copiloto Leopoldo de Barros.

Durante os trabalhos de busca no local da queda, a caixa-preta da aeronave foi localizada. O equipamento foi encaminhado ao Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo, em Brasília, onde os dados serão analisados.

As informações poderão ajudar os investigadores a esclarecer as circunstâncias do acidente e a reconstruir os últimos momentos do voo.

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