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Flávio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos criminais e pode perder foro especial em fevereiro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) é alvo de duas investigações criminais que apuram suspeitas de irregularidades financeiras. Com o fim de seu mandato no Senado, previsto para fevereiro, ele poderá perder o foro por prerrogativa de função, caso não assuma outro cargo que lhe garanta essa condição.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, as investigações apuram possíveis crimes relacionados à lavagem de dinheiro, corrupção e movimentações financeiras suspeitas. Os casos envolvem, entre outros pontos, a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a relação do senador com o advogado Willer Tomaz.

Uma das apurações investiga negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar a produção cinematográfica. Conforme reportagem do The Intercept Brasil, Flávio teria negociado diretamente o repasse de pelo menos US$ 24 milhões para o projeto.

O senador nega irregularidades e afirma que o filme é financiado com recursos privados. Também declarou defender transparência sobre o assunto.

Investigação envolve advogado Willer Tomaz

O segundo inquérito apura possíveis irregularidades financeiras envolvendo o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo de Flávio Bolsonaro. De acordo com informações atribuídas à Polícia Federal, a análise de dados extraídos do celular do advogado identificou registros de proximidade entre os dois, além de documentos e movimentações financeiras que passaram a integrar a investigação.

Entre os elementos analisados estão referências a viagens, encontros e possíveis vínculos financeiros com empresas relacionadas ao advogado. A investigação também examina informações sobre o suposto acesso do senador a uma conta bancária vinculada a uma holding empresarial.

Flávio negou ter mantido acesso como usuário master a contas de Willer Tomaz ou de empresas ligadas a ele. Sua defesa também classificou as acusações como falsas e afirmou que a relação entre ambos é de amizade.

A assessoria do advogado, por sua vez, declarou que suas empresas e participações são lícitas, que não existem sócios ocultos ou patrimônio escondido e que Flávio Bolsonaro nunca teve poderes sobre contas de suas empresas. A defesa disse confiar que a investigação demonstrará a regularidade das operações.

Possível perda do foro especial

Com o encerramento do mandato de senador, em fevereiro, Flávio poderá deixar de ter foro por prerrogativa de função, o que pode alterar a tramitação dos processos, conforme as regras de competência aplicáveis a cada caso.

As investigações ainda precisam seguir os procedimentos legais, e as suspeitas apuradas não equivalem a uma condenação criminal.

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