Fama e TV

‘Referência de mulher que eu não queria ser’, diz Gretchen sobre a mãe

Gretchen, 62, abriu o coração durante participação no programa Drag Me as a Queen Celebridades, do canal pago E! Entertainment, que vai ao ar nesta terça-feira (26) a partir das 22h50. A cantora e dançarina relembrou episódios de violência doméstica e falou da relação complicada com os pais, que tiveram grande influência em sua trajetória.

Ela disse que o pai, Mário Miranda, era bastante rígido com os filhos. “Ele serviu na Segunda Guerra Mundial, então muita coisa eu entendia”, comentou. “Agora, ele era alcoólatra, batia na minha mãe… Eu sabia tudo o que eu não queria para mim. Eu não admitia o que ele fazia com a minha mãe, então eu queria ser como ela deveria ser com ele.”

A mãe, dona Maria José, foi citada na hora que as apresentadoras perguntaram mulheres que a inspiravam, mas não de forma muito positiva. “[Minhas referências são] o oposto do que a minha mãe era”, afirmou. “Ela foi a referência de mulher que eu não queria ser.”

Mesmo assim, Gretchen confirmou que acabou se envolvendo em relacionamentos tóxicos, que acabaram com ela sofrendo violência doméstica, assim como a mãe. “A presença do pai para uma menina é muito forte”, analisou. “E você acaba procurando no homem exatamente aquilo que o seu pai é. A gente não tem a consciência disso.”

Ela explicou que a mãe achava que era normal que uma mulher sofresse violência dentro de casa. “Quando eu falava para a minha mãe que tinha apanhado, uma das coisas que ela dizia, que hoje eu acho um absurdo, era: ‘Melhor você apanhar do pai dos seus filhos que de um estranho'”, disse. “Hoje tenho consciência de que ela não estava falando por mal, foi assim que ela aprendeu.”

A tomada de consciência sobre isso só se deu recentemente. “Conversando com a psicóloga de A Fazenda que ela despertou isso em mim”, disse sobre o programa da Record, do qual ela participou em 2012. Da profissional, ela teria ouvido: “Mas por que você sempre procurou homens que são parecidos com seu pai? Homens que bebem, homens que agridem, que não valorizam a mulher…”

“Aí eu nunca mais me deixei ser mandada, me envolver com esse tipo de homem”, afirmou. “Aí acabou. Desse momento eu tomei consciência do que eu estava fazendo de errado.”

Outro assuntos abordados no programa são os diversos casamentos pelos quais a cantora é conhecida –ela diz que alguns não chegaram a ser oficializados, foram apenas relacionamentos– e também sobre sua reação quando o filho transexual, Thammy Miranda, contou que faria a cirurgia para retirar os seios.

“Uma coisa que me incomodava profundamente era todas as vezes que eu ia abraçar ele e ele estava de cinta”, comentou. “Quando ele me disse que tiraria os seios, eu disse: ‘Faça aquilo que te faz feliz’. Eu me libertei daquela coisa que me incomodava, de não poder abraçar ele livre. Foi uma sensação única.”

Durante a atração, a artista também comentou a diferença entre quem ela é na vida real e nos palcos. “A Grecthen é o personagem que vocês conhecem, aquela mulher sensual, que dança, que rebola, que leva felicidade para vocês. E a Maria Odete é a mãe, esposa, dona de casa, trabalhadora, empoderada e totalmente consciente do seu poder”, comparou.

“A Gretchen era só um símbolo sexy, que adorava casar e pronto, era só um objeto”, lamentou. “Muitas pessoas que passaram pela minha vida levavam a Gretchen para casa, e acordavam com a Maria.”

Ela diz que isso começou a mudar com as redes sociais, nas quais começou a poder mostrar um outro lado para o público. “Passaram a saber que eu era uma mulher que também chorava, que também luta pelos filhos e sustenta eles sozinha, que faz comida… tudo igual a elas!”, comentou. “Aí eu comecei a virar real.”

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