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Siglas da 3ª via não se destacam porque ‘não têm partido político’, diz Lula

SAO BERNARDO DO CAMPO, BRAZIL - MARCH 10: Luiz Inacio Lula da Silva, Brazil's former president, speaks during a press conference after convictions against him were annulled at the Sindicato dos Metalurgicos do ABC on March 10, 2021 in Sao Bernardo do Campo, Brazil. Minister Edson Fachin, of the Federal Supreme Court, annulled on Monday the criminal convictions against former President Luiz Inacio Lula da Silva on the grounds that the city of Curitiba court did not have the authority to try him in court for corruption charges and he must be retried in federal courts in the capital, Brasilia. The decision means Lula regains his political rights and would be eligible to run for office in 2022. (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a movimentação de partidos de centro para a formação de uma terceira via para as eleições presidenciais de 2022. Segundo ele, as siglas que participam da mobilização têm “um problema de memória curta que ficam tentando procurar alternativas além daquelas que existem”. “Precisam compreender que elas não têm o destaque que têm porque não têm partido político”. Na avaliação de Lula, “o que temos no Brasil é um conjunto de cooperativas de deputados que se juntam em busca da disputa de uma eleição”.

Em entrevista à rádio Tribuna Norte na manhã desta quinta-feira, 17, o ex-presidente defendeu o lançamento de candidaturas diversas para o pleito de 2022 para dar ao povo o direito de escolha. “As pessoas ficam preocupadas com minha candidatura e reeleição do presidente. Eles (partidos) podem se lançar candidato, não tem que procurar um só, tem que lançar uns dez. Aí o povo vai votar, esse é o jogo democrático”, defendeu.

“Vamos aguardar, não sei se vai ter 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª via. Quanto mais candidatos, o povo brasileiro vai ter mais escolha”, declarou. Segundo o petista, a campanha de Ciro Gomes (PDT), que tem feito fortes críticas ao ex-presidente, é “como todas as candidaturas”. “Ele tem direito a se candidatar, não posso ficar fazendo julgamento das pessoas”.

Lula, que tem investido na construção política para apoio de sua candidatura no ano que vem, afirmou que “não fica procurando” a formação de alianças políticas, mas “a construção de pessoas que querem construir um programa para consertar o País”. Segundo ele, uma possível aliança poderia acontecer, mas apenas no segundo turno. Conforme pondera, em um “País democrático”, a disputa entre partidos é apenas momentânea.

“A gente constrói a força necessária para ganhar as eleições”, afirmou. Para ele, uma aliança política pode ser um feito eleitoral para 2022, mas não significa uma relação a longo prazo. “O problema é que quando se constrói uma aliança política você tem que saber a diferença entre ganhar a eleição e governar”.

Ao defender a polarização no cenário eleitoral e tecer fortes críticas a Jair Bolsonaro, o ex-presidente afirmou que “quer que a sociedade brasileira se manifeste” o que, para ele, significa que “o povo brasileiro está acordando”. Apesar de se mostrar tendência a ir nas manifestações da oposição contra o presidente, programadas para sábado (19), Lula pontuou que sua presença ainda é incerta pois “não quero transformar um ato da sociedade brasileira em uma ato político eleitoral”. “Minha participação pode ser explorada pelos meios de comunicação. Nunca me preocupei se o ato vai ter mil ou dez mil, é para protestar contra o genocida”.

Questionado sobre as manifestações durante a pandemia da covid-19, Lula afirmou que os manifestantes da oposição “estão de máscara e dá pra ver que a maioria das pessoas tem álcool gel”. Segundo ele, as diferenças entre as manifestações entre a oposição e as que Bolsonaro realiza é que as pessoas vão para a rua “de forma civilizada”. “Bolsonaro vai pra rua sem máscara para agredir as pessoas”.

Apesar do tom eleitoral, Lula manteve o discurso de que não decidiu se será candidato e manteve a defesa de que 2021 “não é de eleição, é um ano para reconstruir o Brasil”. Para ele, antes de 2022, é preciso construir uma base de apoio entre os Estados. Mesmo apostando na incerteza da candidatura, a perspectiva para um governo não foge a Lula. Segundo ele, por já ter sido presidente, “(o País) vai ter na minha candidatura uma pessoa que sabe o que faz”.

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