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Suspeito de mandar executar empresário em Feira de Santana é preso em hospital de Salvador

Um homem apontado como mandante da execução do empresário Marcos Edilho Pereira Marinho foi preso na quarta-feira (19) enquanto estava internado no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. O crime ocorreu em maio de 2023, dentro de um restaurante na Avenida Fraga Maia, em Feira de Santana, segundo maior município da Bahia.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito — Oswaldo Benites Filho — teve a prisão preventiva decretada pela Vara do Júri de Feira de Santana. Ele estava hospitalizado após sofrer um atentado em Ibotirama, no oeste baiano.

A captura só foi possível após troca de informações entre equipes policiais de Feira de Santana e da capital, que identificaram a entrada do suspeito no HGE. Agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram até o hospital e cumpriram o mandado no próprio leito onde Benites Filho recebia cuidados médicos.

Assim que receber alta, ele será transferido para uma unidade prisional e ficará à disposição da Justiça.

Relembre o caso

O empresário Marcos Marinho, de 39 anos, atuava no setor de consultoria e era bastante conhecido nas redes sociais, acumulando mais de 1 milhão de seguidores. Ele foi morto no dia 12 de maio de 2023, logo após almoçar com a esposa em um restaurante na Avenida Fraga Maia.

Ao deixar o estabelecimento, Marcos foi surpreendido por homens em uma picape, que efetuaram diversos disparos. Câmeras de segurança registraram toda a ação.

A vítima foi atingida na cabeça, tórax e abdômen, morrendo ainda no local. Nenhuma outra pessoa foi ferida.

Durante as investigações, a polícia descobriu que Marcos carregava uma pistola dentro da mochila no momento do crime. Embora o armamento tivesse registro na Polícia Federal, a autorização era restrita à residência ou ao estabelecimento comercial, e o motivo para ele estar armado fora desses locais segue sob análise.

Além de Oswaldo Benites Filho, outros dois homens também foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

Para a polícia, o assassinato teria sido motivado por ciúme e desavenças pessoais, inicialmente apresentadas como disputas comerciais. Os envolvidos já tinham sido citados em outros inquéritos e podem ter ligação com atentados contra um ex-cunhado de Marcos em 2022.

Em 2023, um comerciante de 37 anos chegou a ser preso por suspeita de ceder sua oficina para reuniões do grupo antes do crime, mas foi liberado após audiência de custódia.

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