Morreu na madrugada desta sexta-feira (26), aos 98 anos, Mãe Carmen de Oxaguian, ialorixá do Ilé Ìyá Omi Àṣẹ Ìyámase, conhecido popularmente como Terreiro do Gantois, um dos mais tradicionais templos do candomblé no Brasil. A líder religiosa esteve à frente da casa, fundada em 1849, por mais de duas décadas.
Filha mais nova de Mãe Menininha do Gantois, uma das mais importantes referências das religiões de matriz africana no país, Carmen Oliveira da Silva estava internada havia duas semanas no Hospital Português, em Salvador, em decorrência de uma forte gripe. Nascida em 1926, ela só foi registrada oficialmente dois anos depois e completaria 99 anos na próxima segunda-feira (29).
Mãe Carmen foi a sexta ialorixá a comandar o Terreiro do Gantois. Iniciada no candomblé aos 7 anos de idade, assumiu a liderança da casa em 2002. Antes dela, a linha sucessória do terreiro contou com:
Maria Júlia da Conceição Nazareth (1849–1910);
Pulchéria Maria da Conceição Nazareth (1910–1918);
Maria da Glória Conceição Nazareth (1918–1920);
Maria Escolástica da Conceição Nazareth – Mãe Menininha do Gantois (1922–1986);
Cleusa Millet (1989–1998).
Reconhecida por sua dedicação religiosa e preservação das tradições afro-brasileiras, Mãe Carmen foi homenageada pelo sambista Nelson Rufino com a música “A Força do Gantois”, lançada em agosto de 2011.
O sepultamento está marcado para este sábado (27), às 11h30, no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.
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