Após grande repercussão alimentada por publicações nas redes sociais e críticas de opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dados vazados sobre os ganhos do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, indicam que não há comprovação de irregularidades ou ligação com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com informações divulgadas pelos jornais Metrópoles, O Globo e Folha de S.Paulo, dados bancários enviados à CPMI do INSS apontam que Lulinha movimentou cerca de R$ 19,5 milhões em quatro anos. No período analisado — de 3 de janeiro de 2022 a 30 de janeiro de 2026 — foram R$ 9,774 milhões em entradas e R$ 9,758 milhões em saídas, distribuídos em quatro contas bancárias mantidas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.
Segundo os registros, não foram identificadas movimentações consideradas atípicas para contas ligadas a empresas.
Entre os valores listados no documento também aparecem R$ 721 mil transferidos pelo presidente Lula ao filho. Desse total, R$ 384 mil foram pagos em 22 de julho de 2022, enquanto outras duas transferências ocorreram em 27 de dezembro de 2023.
Ganhos declarados
Os dados mostram ainda que, em 2022, os pagamentos das empresas de Lulinha para suas contas pessoais tiveram média de R$ 43 mil mensais.
Em 2023, já com Lula novamente na Presidência, os repasses subiram para R$ 64,3 mil por mês.
Em 2024, a média chegou a R$ 100,8 mil mensais, enquanto em 2025 caiu para cerca de R$ 54,5 mil por mês.
Advogados do empresário afirmam que os valores citados pela imprensa têm origem legal e declarada, incluindo rendimentos das empresas LLF Tech Participações e G4 Entretenimento e Tecnologia, além de aplicações financeiras.
Sobre as transferências feitas pelo presidente ao filho, a defesa afirmou que os valores se referem a adiantamento de herança, ressarcimento de despesas e empréstimos ligados à empresa L.I.L.S. Palestras, da qual Lulinha possui participação.
Os registros também indicam que grande parte das movimentações financeiras está relacionada a rendimentos de investimentos e operações entre empresas do próprio empresário, que atuam nas áreas de tecnologia e consultoria.
PT rebate acusações
Coordenador do governo na CPMI, o deputado Paulo Pimenta afirmou que o vazamento dos dados bancários “desmonta a narrativa construída por parlamentares da oposição” sobre uma suposta mesada paga ao filho do presidente por um operador conhecido como “Careca do INSS”.
STF x CPMI
Na quarta-feira (4), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresária Roberta Moreira Luchsinger, citada na investigação por suposta ligação indireta com o chamado “Careca do INSS”.
No dia seguinte, Dino determinou também a suspensão da quebra de sigilo bancário e fiscal de todos os citados pela CPMI do INSS, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, até análise mais detalhada do caso.
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