A Operação Sintonia de Gravata, realizada nesta sexta-feira (3), resultou na prisão de 21 pessoas na Bahia, entre elas nove advogados e 12 detentos. A ação tem como objetivo desarticular um esquema de comunicação entre integrantes de facções criminosas presos e comparsas em liberdade.
Além das prisões, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Feira de Santana, Serrinha e Barreiras. Durante as diligências, foram apreendidos celulares, notebooks e documentos que serão analisados para aprofundar as investigações.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, no valor de até R$ 10 milhões, além da indisponibilidade de veículos, imóveis, embarcações e aeronaves.
As investigações apontam que líderes de facções continuavam comandando o tráfico de drogas, a circulação de armas e outras atividades criminosas de dentro de um presídio de segurança máxima. Conforme o Ministério Público da Bahia (MP-BA), um grupo de advogados é suspeito de utilizar as prerrogativas da profissão para transmitir ordens entre os presos e integrantes das organizações criminosas em liberdade.
De acordo com os promotores do Gaeco, os profissionais investigados teriam desempenhado papel estratégico na comunicação clandestina, permitindo que as lideranças mantivessem o controle das atividades das facções mesmo estando custodiadas.
A operação mobilizou mais de 100 agentes, entre promotores de Justiça, policiais civis, servidores do MP-BA, integrantes do Denarc, Depin, Seap e SSP-BA. A Operação Sintonia de Gravata faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), com foco no enfrentamento às facções criminosas em todo o país.



