A ex-vereadora Léo Kret foi alvo, na manhã desta terça-feira (26), da “Operação Sponsor”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia, em Salvador.
A operação investiga suspeitas de peculato, fraudes em processos licitatórios e desvios de recursos públicos destinados a entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTQI+ na capital baiana.
Segundo o MP-BA, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em um órgão público, uma associação e imóveis ligados a cinco investigados, entre eles servidores municipais. As ações ocorreram em diferentes pontos de Salvador, como o Edifício Thomé de Souza e os bairros de Pernambués, Graça, Itapuã e Comércio, além de Jambeiro, em Lauro de Freitas.
A Justiça também determinou o afastamento do presidente e do diretor-geral da associação investigada, além de duas servidoras públicas municipais.
De acordo com as investigações, uma associação de fachada teria recebido mais de R$ 1,1 milhão da Prefeitura de Salvador para realização de eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTI+. Parte dos recursos, segundo os promotores, teria beneficiado integrantes da própria entidade.
Os valores deveriam ser aplicados em eventos em 57 bairros de Salvador e no apoio a 18 blocos carnavalescos durante o Carnaval de 2025.
A investigação começou após denúncias e apresentação de documentos por organizadores de eventos e integrantes da comunidade LGBTI+, que apontaram possíveis irregularidades na execução do projeto “Caminhada da Diversidade LGBTI+”.
Léo Kret, filiada ao Partido Democrático Trabalhista, ocupou uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador entre 2009 e 2012. Em 2022, após não conseguir se eleger deputada federal, foi nomeada pelo prefeito Bruno Reis para o cargo de ouvidora setorial da Secretaria Municipal de Reparação (Semur).
Antes da trajetória política, Léo Kret ganhou notoriedade como dançarina do grupo Saiddy Bamba.
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